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A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) foi eleita para os órgãos da “Cidades e Governos Locais Unidos” (CGLU), no Congresso Mundial, em Tânger, garantindo a representação dos municípios portugueses nos principais órgãos de decisão da maior organização mundial de governos locais e regionais.
Para o Conselho Executivo, foram eleitos a presidente da câmara municipal de Reguengos de Monsaraz, Marta Prates, e o presidente da câmara municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, como membros efetivo e suplente, respetivamente.
Para o Conselho Mundial, além destes dois autarcas, foram ainda eleitos, como membros efetivos, os presidentes das câmaras municipais de Águeda, Jorge Almeida, e de Alcácer do Sal, Clarisse Campos. Como suplentes, foram eleitos os presidentes das câmaras municipais de Montalegre, Fátima Fernandes; da Póvoa de Varzim, Andrea Silva; de Seia, Luciano Ribeiro; e de Vila Flor, Pedro Lima.
A eleição decorreu em Tânger, no âmbito do Congresso Mundial da CGLU e da Cimeira Mundial de Líderes Locais e Regionais, realizados entre 22 e 25 de junho sob o lema “Nova Geração de Serviços Públicos Locais Universais”. Esta eleição constitui um importante reconhecimento do papel da ANMP na promoção da cooperação descentralizada e no reforço da presença internacional dos municípios portugueses.
A delegação portuguesa destacou-se pela participação política ativa nas várias sessões temáticas realizadas, tendo a presidente da câmara municipal de Reguengos de Monsaraz, Marta Prates, sido convidada pela organização a ser oradora em momentos centrais do Congresso, nomeadamente no Conselho Executivo, onde se debateu o futuro dos serviços públicos locais, na Cimeira das Mulheres da CGLU, onde se falou da igualdade e governação inclusiva e na Cimeira Europeia, onde se abordou o reforço do papel dos governos locais e regionais na governação global, a partir de uma perspetiva europeia.
No atual contexto mundial marcado por desafios complexos, a ANMP e os municípios portugueses reafirmam o seu compromisso com o multilateralismo, a cooperação descentralizada e a valorização do papel dos governos locais na construção de respostas concretas e eficazes para as populações.