28 de abril de 2020

Conselho Diretivo

Municípios querem cooperar na recuperação

da vida socioeconómica do nosso País

 

As Autarquias estão disponíveis para cooperar na recuperação da vida socioeconómica do País, designadamente ajudar a fazer chegar com celeridade às empresas os apoios de que elas necessitam, disse hoje o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado.

A Associação Nacional de Municípios Portugueses “está pronta para acompanhar os órgãos de soberania nesta nova etapa da vida socioeconómica”, face à pandemia da Covid-19, “em especial no que diz respeito ao investimento, aos empregos e às empresas”, afirmou Manuel Machado, que falava aos jornalistas, hoje, na sede da Associação, em Coimbra, depois de ter participado numa reunião, por videoconferência, do Conselho Diretivo da ANMP.

“É importante repensar-se como fazer chegar” às empresas “os apoios que são indispensáveis para que não claudiquem”, sublinhou. Os municípios “estão disponíveis para dialogar com o Governo sobre as medidas” de apoio à recuperação da vida socioeconómica do País e serem “parceiros neste enorme desafio”, assegurou o Presidente da ANMP.

“Queremos todos que haja uma réstia de esperança fundamentada para que o desemprego seja controlável, para que a produtividade do setor empresarial consiga manter-se”, adiantou, acrescentando: “Trata-se de uma missão de grandes dificuldades” de “um caminho longo”, mas os autarcas estão “prontos para acompanhar todos nesta caminhada e a partilhar soluções de um modo construtivo, cooperante, idóneo, motivado”, garantiu Manuel Machado, que também é presidente da Câmara de Coimbra.

A Associação de Municípios “reconhece, na globalidade e mesmo na especialidade, as medidas que têm sido adotadas pelo Governo” e “salienta o grande empenho que tem havido para debelar a pandemia”, frisou o presidente da ANMP, considerando que se tem tratado de “um esforço importantíssimo” e com o qual os Municípios se sentem “solidários”.

Os autarcas e as Autarquias também acompanham “as preocupações que têm sido manifestadas”, designadamente pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo Primeiro-Ministro António Costa, com levantamento do estado de emergência, e alertam para a necessidade de se “fazer todo o processo de “abrandamento” das medidas de confinamento e isolamento social, para que “não haja nenhum transtorno que venha a complicar as coisas”.

“[É] indispensável que nos debrucemos, complementarmente, naquilo que também nos tem preocupado a todos” e que é a “nova etapa, a da vertente socioeconómica da nossa sociedade, das nossas comunidades, das pessoas”, sustentou Manuel Machado. “É agora necessário despender energia a ajudar a salvar empresas, a proteger empregos, a manter a vida cultural e desportiva tão normal quanto possível, mas isso só será conseguido se for feito gradualmente, de forma construtiva, partilhada, de uma forma solidária”, concluiu.

Com LUSA.

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